Capítulo 11 – A condição do sujeito no Livro do Desassossego. Por Jessica Sabrina de Oliveira Menezes

Jessica Sabrina de  Oliveira Menezes

A condição do sujeito no  Livro do Desassossego

O presente estudo procura especular como sujeito e obra se entrelaçam na contemporaneidade. Isso nos parece uma necessidade diante da curiosidade voyerista da sociedade atual, que dialoga com a forte presença da primeira pessoa nas narrativas contemporâneas (Cf. ROCHA, 1992).

Falar na relação entre sujeito e obra demanda trabalhar com gêneros de cunho marcadamente intimista: diários, memórias, testemunhos, entrevistas, confissões… Ou seja, é necessariamente enxergar o sujeito que se inscreve na obra ou a obra que se pauta na vida, função da crítica biográfica. Por outro lado, em relação ao Livro do Desassossego (19821), o pacto proposto por Lejeune para compreender as narrativas é transgredido. Essa transgressão caracteriza o que chamamos autoficção. O pacto de verdade ou ficcionalidade orienta o leitor de modo a indicar o caminho que se deve percorrer na leitura da obra. No entanto, o que se percebe em relação ao Desassossego é uma espécie de borragem na fronteira entre realidade e ficção, ou seja, não há a existência de um sujeito real que diz de si, revelando sua verdade por meio da escrita; mas o sujeito que se inscreve na linguagem só possui existência nela mesma e através dela cria uma espécie de mito de si, sem – no entanto – deixar de manter relação com indícios de realidade, o que perturba o leitor, tornando turva/ambígua a leitura.

“Escrita de si”: autobiografia e autoficção

Escrever sobre si mesmo pressupõe transportar-se para dentro da obra, ou seja, traduzir a vida por meio desta. No intuito de constatar essa dialética entre o sujeito e sua escrita, surgiu a crítica autobiográfica na França do século XIX (Cf. FARIAS, 2008). A respeito desse viés de estudo, o que nos interessa é a concepção de pacto proposta por Lejeune já no século XX, mais especificamente em 1975 com a publicação de Le pacte autobiographique. Segundo ele, os estudos biográficos – mais especificamente autobiográficos – se ancoram na existência de um pacto, o “pacto autobiográfico”. Ou seja, o autor estabelece um contrato de veracidade com o leitor. Sabemos, por outro lado, que toda verdade é imbuída de subjetividade, o que poderia questionar essa proposição. Entretanto, a verdade de que fala Lejeune não é absoluta; ao contrário, compreende as escolhas e o olhar do sujeito sobre sua realidade. Nesse sentido, afirma que “um autobiógrafo não é alguém que diz a verdade sobre sua vida, mas alguém que diz que a diz” (LEJEUNE apud MOURÃO, 2004, p.38). Logo, acredita ele que o autobiógrafo apresenta “sua” verdade e o leitor é convidado a “compactuar” com o exposto. A esse respeito, afirma:

claro que, ao tentar ver-me melhor, continuo a criar-me, passo a limpo os rascunhos da minha identidade, e esse movimento vai provisoriamente estilizá-los ou simplificá-los. Mas não estou a brincar à invenção de mim mesmo. Pelo contrário, ao tomar a senda da narrativa sou fiel à minha verdade: todos os homens que andam na rua são homens-narrativa, é por isso que se aguentam em pé. Se a identidade é um imaginário, a autobiografia que se cola a esse imaginário está do lado da verdade. Isto não tem qualquer relação com o jogo deliberado da ficção. (LEJEUNE apud MOURÃO, 2004, p.41, grifo nosso)

Percebemos, com isso, que a relação entre verdade e ficção para Lejeune é dicotômica. O pacto ficcional estabelecido entre autor e leitor é de ordem completamente inversa ao pacto de verdade que se pode estabelecer entre ambos. Por mais que a subjetividade daquele que escreve sobre si interfira na sua ideia de verdade, o intuito deste não é ficcionalizar.

Em seus estudos, ao analisar diversas narrativas, chegou à conclusão de que esse pacto teria uma relação direta com o nome. A personagem possui o mesmo nome daquele que assina a obra e isso seria um indício de que a narrativa condiz com a verdade do autor. Por outro lado, é justamente através desta fenda aberta no pensamento de Lejeune que Doubrovsky elabora seu conceito de autoficção. Em seu romance Fils, publicado em 1977, ele faz coincidir herói e autor do romance sem, contudo, criar uma narrativa autobiográfica. Ao contrário, todas as situações são marcadamente irreais (Cf. KLINGER, 2006). Logo, “o conceito de autoficção, tal como entendido por Doubrovski, inscreve-se na fenda aberta pela constatação de que todo contar de si, reminiscência ou não, é ficcionalizante” (AZEVEDO, 2008, p.35). Isso nos leva a pensar, como afirma Klinger (2006, p.51, grifo da autora), que falar em autoficção pressupõe a crença na existência de um gênero “bivalente, ambíguo, andrógino”.

Nesse sentido, nossa concepção de autoficção é semelhante à sustentada por Lilenbaum (2009, p.27) ao afirmar que, na elaboração do texto autoficcional,

a escrita jogará com a insegurança e com a incerteza sobre as noções de real e ficcional. Em última instância, o que se revela é uma dinâmica desconstrutora, que elimina a separação nítida entre ficção e não-ficção e questiona a possibilidade de se acessar o real: toda obra literária é em certo ponto biográfica, assim como a autobiografia integral e pura é impossível, visto que é discurso, portanto criação. A autoficção parece operar como um labirinto.

A construção labiríntica do texto autoficcional defendida por Lilenbaum se deve à falta de orientação para a leitura, antes proporcionada pelo pacto (seja autobiográfico ou ficcional). É justamente essa condição de texto-labirinto que caracteriza o Livro do Desassossego.

O caráter autoficcional do Livro do Desassossego

A começar pelo subtítulo, “Autobiografia sem factos”, o Livro do Desassossego já questiona a própria condição do gênero a que se propõe. Isso porque o que se espera encontrar em uma autobiografia é a narração de fatos vivenciados pelo autor, ou seja, é a vida de um ser travestida em letras. Para Klinger (2006, p.17), “o núcleo do narrável na autobiografia e nas memórias – a experiência – equivale à transformação do indivíduo […]”. Na obra em estudo, em contrapartida, o que se lê é um mosaico aparentemente desconexo que não alude a fatos vividos; as experiências transpostas para a autobiografia em formato diarístico assinada por Soares são íntimas, apontam para um mergulho do eu que escreve no próprio intimismo. No entanto, não se trata de um ser uno, facilmente compreensível, pois a questão controversa da autoria já revela o conflito existencial que perpassa a obra. Isso porque, o primeiro fragmento publicado do livro, intitulado “Na floresta do alheamento”, foi assinado por Fernando Pessoa em 1913. Mais adiante, Vicente Guedes assume a autoria da obra e, no decorrer do processo de surgimento desta, é substituído por Bernardo Soares. A fragmentação identitária já se reflete nessa espécie de indecisão autoral. O eu que escreve procura corpo em seres de papel, a fim de traduzir-se em palavras ou fundir-se nelas. Trata-se, vale ressaltar, de um anti-livro; ou seja, uma obra composta pela junção de fragmentos escritos ao longo da vida de Fernando Pessoa, sem que este tenha realizado uma única compilação com ares de projeto de publicação. Havia, certamente, apenas o desejo.

Diante da possibilidade de relacionar sujeito e narrativa na constituição da obra autoficcional, Klinger (2008, p.11) defende que a autoficção “se coloca numa linha de continuidade com a crítica estruturalista do sujeito e com a crítica filosófica da representação”. Isso porque, enquanto os formalistas e estruturalistas de meados do século XX se preocupavam em prenunciar a morte do sujeito em razão da análise da obra, no Livro do Desassossego a reflexão não exclui nenhuma das partes. A forma fragmentada e inacabada da obra dialoga com a fragmentação do sujeito, sua incompletude. Nesse sentido, podemos dizer que há um diálogo entre a problemática posta por Soares e a crítica estruturalista do sujeito, mas um diálogo de descontinuidade. Isso ocorre porque, pode-se afirmar que essa vertente crítica “passa a conceber a literatura como um vasto empreendimento anônimo e como uma propriedade pública, em que escrever e ler são percursos indistintos, autor e leitor papéis intercambiáveis, nesse universo onde tudo é escrita” (MELO MIRANDA apud KLINGER, 2006, p.32). Por outro lado, as narrativas consideradas autoficcionais, em resposta à necessidade voyeurista da sociedade do espetáculo, traz novamente o autor ao centro das discussões, mas não como instância capaz de controlar o dito ou mesmo de apresentar a existência de uma intencionalidade específica que orientaria a compreensão da obra. A tese defendida por Klinger (2006, p.47, grifo da autora) é a de que “o autor retorna não como garantia última da verdade empírica e sim apenas como provocação, na forma de um jogo que brinca com a noção de sujeito real”. Nesse sentido, assim como a autobiografia está para a recuperação da verdade dos fatos através da narrativa, a autoficção estaria para a teatralização destes e, inclusive, do escritor já que este utiliza os fatos que precedem o mundo do texto para tornar nebulosa a fronteira entre real e ficcional. A esse respeito, Klinger (2006, p.55, grifo da autora) afirma:

concebemos a auto-ficção como um discurso que não está relacionado com um referente extra-textual (como no caso da autobiografia), mas também não está completamente desligado dele. A auto-ficção participa da criação do mito do escritor, uma figura que se situa no interstício entre a “mentira” e a “confissão”. A noção do relato como criação da subjetividade, a partir de uma manifesta ambivalência a respeito de uma verdade prévia ao texto, permite pensar […] a auto-ficção como uma performance do autor.

Esse pensamento já aponta para a crítica filosófica da representação. Podemos afirmar, portanto, que o ser que fala na obra performa a própria imagem de si. Judith Butler, ao tratar da questão de gênero2, aponta outro conceito para o termo performance. Para a filósofa, o gênero é “um estilo corporal, um ato, por assim dizer, que tanto é intencional como performativo, onde performativo sugere a construção dramática e contingente de sentido” (BUTLER apud KLINGER, 2006, p.58). A noção de gênero como algo acabado, original, e com contornos bem definidos, para ela, seria uma ilusão que serve aos propósitos da regulação da sexualidade imposta pelo marco da heterossexualidade reprodutiva. A perspectiva de Butler interessa-nos para essa discussão “precisamente pela desconstrução do mito de original, pois, ela argumenta que performance de gênero é sempre cópia da cópia, sem original” (KLINGER, 2006, p.59, grifos da autora).

O conceito apontado pela filósofa difere da ideia corrente de performance, pois, segundo a antropologia clássica, performance alude ao que é genuíno, próprio de um grupo, de um indivíduo, de uma comunidade. Já para Butler, o termo relaciona-se à artificialidade, à encenação. Diante disso, a obra autoficcional borra a fronteira entre realidade e ficção por expor um eu que escreve em diálogo simultâneo com o real e o performático. Segundo Klinger (2006, p.59, grifo da autora) “[…] o autor é resultado da uma construção que opera tanto dentro do texto ficcional quanto fora dele, na ‘vida mesma’”. Ele se (re)cria através da escrita, abdicando de qualquer contrato (pacto) seja com a verdade ou com a ficção. Isso se dá porque o texto autoficcional não tem o compromisso de representar o que existe na realidade, mas segue a concepção de envio de Derrida (Cf. Klinger, 2008). Ou seja, não se trata de algo que preexiste para ser narrado; a narração constrói o ser através do dito e se encerra em si, sem referente externo. Vale ressaltar que esta não procura anular o ser que escreve, mas acaba por criar uma espécie de mito do escritor. É nessa perspectiva que se ancora o discurso de Zenith (2006, p.8, grifo nosso) ao se referir à relação estabelecida entre Fernando Pessoa e a escrita do Desassossego, embora ele não trate especificamente de autoficcionalidade.

A falta de um centro, relativização de tudo (inclusive da própria noção de “relativo”), o mundo todo reduzido a fragmentos que não fazem um verdadeiro todo, apenas texto sobre texto sobre texto sem nenhum significado [aparente] e quase sem nexo – todo este sonho ou pesadelo pós-modernista não foi, para Pessoa, um grandioso discurso. Foi a sua íntima experiência e tênue realidade.

Percebe-se, portanto, que a escrita fragmentada dialoga com a própria condição do sujeito que escreve, ou melhor, que se inscreve na linguagem. É nesse sentido que o Livro do Desassossego tende a performar a imagem do escritor. Pois, a questão heteronímica, inerente à personalidade pessoana, é frequentemente reiterada na obra como uma condição própria a Soares (que, talvez, aluda ao humano universal: cindido, fragmentado, múltiplo).

Eu nunca fiz senão sonhar. Tem sido esse, e esse apenas, o sentido da minha vida. Nunca tive outra preocupação verdadeira senão a minha vida interior. […] e alinho na minha imaginação, confortavelmente, como quem no inverno se aquece a uma lareira, figuras que habitam, e são constantes e vivas, na minha vida interior. Tenho um mundo de amigos dentro de mim, com vidas próprias, reais, definidas e imperfeitas (SOARES, 2006, p.120, grifo nosso).

Percebemos que o eu que fala reconhece unir em si vários seres, ou seja, tem consciência da própria multiplicidade e isso é largamente reiterado na obra, provocando no leitor certa indecisão em relação à figura autoral, já que o leitor sabe previamente ser Fernando Pessoa e não Soares o autor dos heterônimos. Pois, segundo Azevedo (2008, p.40),

[…] a intrusão do eu referencial (O autor? Quem fala?) coloca a autenticidade na clave da ficção: eu sou outros, mas os outros são um eu que, em vez de exigir a suspensão da descrença, aponta sempre para um incompatível pacto com um impossível verossímil.

Longe de tentar problematizar essa questão a fim de provar que Pessoa se oculta por trás de Soares como de uma máscara, pois acreditamos que isso seria uma simplificação do conflito presente na obra. A questão fundamental da obra pessoana, para Leyla Perrone-Moisés (2001, p.94), é “a do sujeito tentando constituir-se, em luta entre a identidade e a alteridade. […] A grande questão, a única, é sempre a da identidade almejada e falhada”. Nesse sentido, a obra parece prenunciar a condição do sujeito na pós-modernidade: difuso, fragmentado, múltiplo, descentrado. Ao tratar do discurso poético, Paz (1982, p.17) afirma que “o poema não é uma forma literária, mas o lugar de encontro entre a poesia e o homem”. É possível pensar que essa íntima relação não se restringe à poesia, mas a prosa de Soares funde o homem à letra e, com isso, cifra a condição humana.

Essa conjunção de seres no Desassossego é vista por Eduardo Lourenço (2008) como uma espécie de destruição da multiplicidade heteronímica pessoana, pois os três heterônimos mais bem delineados e, portanto, expressivos, acabam fundidos no ser que se escreve na obra. Isso porque, segundo o próprio Pessoa, os heterônimos são seres apartados entre si e também diversos dele mesmo. No entanto, conforme Perrone-Moisés (1986, p.26),

há um fragmento em que o enunciador propõe três maneiras de “viver a vida em Extremo”: 1) “a posse extrema dela, pela viagem ulisséia através de todas as sensações, através de todas as formas da energia exteriorizada”; 2) “a abdicação inteira”; 3) “o caminho do perfeito equilíbrio”. Essas três maneiras não correspondem, exata e respectivamente, às de Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro?

Não apenas nessa passagem, mas em diversas outras entrevemos a condição ou a maneira de pensar e sentir de cada elemento da tríade em questão. Para Lourenço (2008, p.123, grifo do autor), o Livro do Desassossego “é um texto agónico, um texto-agonia por conta de nada e de ninguém, texto suicidário, cuja função foi, porventura, a de evitar o suicídio real a quem nele se escrevia”. Nesse sentido, ao performar a dor real (o estrangeirismo íntimo que deságua na multiplicidade do ser) através da escrita, “o suicídio que se cumpre […] é essencialmente o da mitologia heteronímica” (LOURENÇO, 2008, p.123). Vale ressaltar que esse suicídio não é gratuito, mas contribui para que se levante outro mito: o do escritor múltiplo, do ser uno e vário. O discurso de Soares aponta para isso ao afirmar:

Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. […] Para criar destruí-me; tanto me exteriorizei dentro de mim, que dentro de mim não existo senão exteriormente. Sou a cena nua onde passam vários actores representando várias peças. (2006, p.289-290, grifo nosso)

Nota-se que a noção de representação não é excluída, mas não se trata de reproduzir o já existente, a realidade. Ao contrário, o que se representa são “peças”, ou seja, traduções do real. Nesse sentido, conforme Azevedo

a autoficção trabalharia […] para aprofundar a desconfiança platônica sobre a ficção e para desestabilizar o argumento aristotélico da impossibilidade de contaminação entre mimese e realidade. A estratégia da autoficção é mesmo a de parasitar, contaminar, conspurcar a ficção com a hibridização de seus procedimentos de atuação. (2008, p.46)

E não podemos deixar de atentar para o fato de que Pessoa, através do Livro do Desassossego, durante toda sua vida já refletia sobre a condição autoficcional da obra, antes mesmo do surgimento da crítica formalista e estruturalista que preconizava a morte do autor, ou da reflexão de Doubrovsky (a respeito dos estudos de Lejeune) que acabou por cunhar o termo autoficção. Pois, os escritos destinados por Pessoa para a composição dessa obra situam-se no limiar entre realidade e ficção. Logo, o Desassossego é simultaneamente verdade e teatralidade, por ser a especulação performática da condição humana.

Referências

AZEVEDO, Luciene Almeida de. Autoficção e Literatura Contemporânea. Revista Brasileira de Literatura Comparada, n.12, 2008. p. 31-50.
FARIAS, Sônia L. Ramalho de. Tendências da Crítica Literária Contemporânea: Um Esboço. Graphos, João Pessoa. Vol 10, N. 2, Dez./2008, Vol 11, N. 1, Jun./2009.
KLINGER, Diana. Escritas de si e escritas do outro. Autoficção e etnografia na literatura latino-americana contemporânea. 2006. 204 f. Tese (Doutorado em Literatura Comparada) – Curso de Pós-graduação em Letras, Faculdade de Letras, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2006.
______. Escrita de si como performance. Revista Brasileira de Literatura Comparada, n.12, 2008. p. 11-30.
LEJEUNE, Philippe. Definir autobiografia. In: MOURÃO, Paula. ACT 8 – Autobiografia. Auto-representação. Lisboa: Edições Colibri, 2004. p.37-54.
LILENBAUM, Patrícia Chiganer. Judeus escritos no Brasil: Samuel Rawet, Moacyr Scliar e Cíntia Moscovich. 2009. 232 f. Tese (Doutorado em Literatura Brasileira) – Curso de Pós-graduação em Letras, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Rio de Janeiro, 2009.
LOURENÇO, Eduardo. O Livro do Desassossego texto suicida?. In: ______. Fernando Pessoa: rei da nossa Baviera. Lisboa: Gradiva, 2008. 204 p. p. 111-131.
PAZ, Octavio. O Arco e a Lira. Tradução de Olga Savary. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982.
PERRONE-MOISÉS, Leyla. Introdução ao Livro do Desassossego. In: PESSOA, FERNANDO. Livro do Desassossego por Bernardo Soares. São Paulo: Brasiliense, 1986. p. 9-37.
______. Fernando Pessoa – Aquém do eu, além do outro. São Paulo: Martins Fontes, 2001. 320 p.
REMÉDIOS, Maria Luiza. Literatura confessional – autobiografia e ficcionalidade. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1997. 272 p.
ROCHA, Clara. Máscaras de Narciso: Estudos sobre a literatura autobiográfica em Portugal. Coimbra: Almedina, 1992. 278 p.

 

Notas deste artigo
1. Este estudo foi desenvolvido durante a disciplina Crítica Literária ministrada pela Prof. Dra. Ermelinda Ferreira.
2. A primeira compilação da obra data de 1982. No entanto, segundo Bréchon (1996, p. 520), “o último fragmento datado do Livro é de 23 de julho de 1934”.
3. são construídos socialmente por meio da imitação, ou seja, não são genuínos, mas encenados.
Anúncios

Participe da transformação de Versão Beta. Deixe registrada sua opinião e sugestões de alteração para este artigo

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s